Pessoal, desculpa primeiramente pelo tempo sem postar, mas estava tentando acertar o layout do Blog. Tudo bem que não está 100%, mas aos poucos vamos ajustando.
Já faz um certo tempo que venho querendo escrever sobre um artigo que li no blog “The Planning Lab“ muito interessante para agências de publicidade e seus respectivos clientes.
O artigo aborda como se dá a relação Risco x Retorno no processo de criação publicitária, utilizando como base a teoria clássica financeira que diz que quanto maior o risco, maior o retorno (e vice-versa) .
Analogamente, podemos então traçar um paralelo entre o Risco Criativo (que é todo tipo de risco em se criar novas formas de comunicação, utilizar mídias alternativas e ousar de um modo geral) e o Potêncial de Retorno (seja em lembrança de marca, aumento de vendas, etc) para o cliente, e obteremos o seguinte gráfico:

O grande problema na maioria das vezes está na maneira de enxergar a publicidade e o marketing muito mais como um custo e que deve ter risco zero, do que como um investimento com ganhos variados. As agências que conseguirem mudar esse pensamento dos seus clientes ganharão mais um elemento no gráfico de Risco x Retorno que é a possibilidade de ganho de prêmios.

É claro que existem diversas maneiras de minimizar o risco e diminuir a inclinação do gráfico, contratando uma agência de publicidade eficiente, utilizando um planejamento bem estruturado, pesquisas de mercado e informações adequadas.
O artigo ainda finaliza colocando algumas questões para provocar a reflexão:
- O quanto de risco nós estamos dispostos a correr?
- Com que tipo de clientes nós estamos trabalhando e o que podemos esperar deles em assumir riscos no processo criativo?
- Que tipo de pessoas a agência está contratando?
- Ou será que a publicidade é um mundo de caos onde não se pode determinar nada?
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David
Acho que uma alternativa para deixar esta curva mais interessante tanto para agência quanto para cliente, ou seja, diminuir a razão entre criatividade e risco é realocar o foco da criatividade. Em vez de abordar peças criativas, devíamos apostar em táticas criativas.
Ora, ter uma estratégia de comunicação sólida e definida, por si só já faz os riscos caírem – já que as consequências de cada ação são previstas e possíveis efeitos colaterais considerados.
Se a criatividade for empenhada na confecção da estratégia, não precisaremos ter “sacadinhas” arriscadas de texto e imagem, ou até precisemos se, obviamente houver justificativa estratégica. Claro, tudo isso sem perder de vista a relação entre risco e lucro, que faz parte, não só dos negócios, mas de toda a natureza. Em resumo, vamos ser atiradores de elite que miram sempre na artéria femural, no lugar de pistoleiros que andam de moto com duas ou três armas atirando onde acham legal.